quinta-feira, 8 de setembro de 2011


O verdadeiro amor

Atingidos por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por um rádio e para que em algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegassem ao local. Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como?
Após alguns testes rápidos, puderam perceber que ninguém ali possuía o sangue preciso. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisavam de um voluntário para doar o sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng, que tinha o sangue compatível para tansfusão. Ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante, e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico lhe perguntou se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo às lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi, então, que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu para que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava novamente tranqüilo a enfermeira explicou aos americanos: "- Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer."
O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou: "- Mas se era assim, porque então você se ofereceu para doar seu sangue?"
E o menino respondeu simplesmente: " - Ela é minha amiga."


(autor desconhecido)

9 comentários:

  1. Gostaria de saber de onde tu retirou este texto, afinal achei ótimo o/ e inspirador.

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  2. Eu achei num blog. sE QUISER PODE POSTAR NO SEU BLOG TAMBÉM.

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  3. Olá,
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  4. Obrigada pela visita!
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    bjo

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  5. Não é algo que a gente vê todo dia, e aliás há muitos quem digam que isso nem existe, mas eu sei que no mundo há pessoas com um coração igual ao desse jovem. Amizade verdade é o sentimento mais puro que há.

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  6. Você escreve muito bem! Parabéns, viu?!

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    Beijo e sucesso pra você!
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  9. Já tinha lido o textinho em algum lugar, mas é sempre um prazer reler esta perolazinha. Espero sinceramente que não seja ficção - dá mais ânimo doar sangue para um mundo que tenha gerado um fato assim. Beijos e sucesso!

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